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O que é Whisky? Tipos e diferenças

Mar 18, 2019

 

Você sabe o que é ou como é feita esta bebida tão marcante? É o que hoje vamos descobrir!

O whisky, ou uísque, é uma abreviação da palavra usquebaugh e é feita a partir de álcool destilado, grãos e malte que é envelhecida em barris. O seu teor alcoólico vai de 38 a 54% em temperaturas de 20ºC. O interessante desta bebida é que ela é altamente regulamentada e possui denominações de origem, classes e tipos. Porém, o que todas têm em comum é a fermentação dos grãos e também a destilação em no máximo 80% de álcool para milho e 90% de álcool para outros grãos, tudo antes de adicionar água, para que os sabores dos grãos fiquem bem intensificados antes da alcoolização.

Agora, um detalhe imprescindível é o seu envelhecimento nos barris já que a bebida ganha 60% do seu sabor durante este período. Aqui vem a diferença de cada classe já que tudo depende do tipo de madeira utilizado e também da qualidade da “flambagem” e da queima da matéria. Um bom exemplo é o Whisky Bourbon que é obrigado legalmente a ser envelhecido em barris de carvalho flambados. Vamos então conhecer alguns tipos de whisky.

Tipos de Whisky mais comuns:
Escocês: Puro Malte, Blended, single malt, vatted, grain whisky.
Norte-Americano: Blended bourbon, leve
EUA, Canadá e Irlanda: Rye-whisky

A diferença básica entre eles está nos cereais utilizados e no teor alcoólico, ambos são muito variáveis e utilizados como base em cada receita. Assim, consegue-se um sabor único em cada tipo.

 

As diferenças entre Scotch, Bourbon, Rye, Irish whiskey e… whisky japonês

Scotch WHISKY 
As destilarias começaram a surgir oficialmente na Escócia por volta do século 17, mas os livros contam que os destilados de cereal já eram degustados pelo rei James IV no início do século 14. O país ficou famoso por elaborar whiskys à base de malte e grãos como trigo, centeio e milho. Para entrar na categoria de Scotch Whisky, a bebida, seja ela single malt ou blended, precisa ser destilada e maturada somente na Escócia, e o processo de amadurecimento tem de levar pelo menos três anos.

Outro factor que caracteriza o corpo dos whiskys escoceses é a destilação dupla e a maturação em barricas anteriormente utilizadas por vinhos Jerez e de carvalho americano. Já o sabor e o aroma dependem muito da região (ao todo são seis) onde foi produzido. Em Lowlands, os whiskys são pouco encorpados e com toque floral. Já os destilados fabricados nas terras altas variam entre defumados, salgados e marinhos. Os que vêm da região de Speyside, no extremo norte, uma subdivisão das Highlands que abriga mais de 50% das destilarias escocesas e de onde saem single malts clássicos como Glenfiddich e The Macallan, são os mais adocicados e frutados. Outro território de destaque é a ilha Islay, famosa por whiskys defumados, como o Laphroaig, que carrega aroma e sabor marcante de turfa, notas de iodo e um característico sabor medicinal.

Irish WHISKEY 
Para iniciantes que procuram algo menos intenso, a boa pedida são os whiskys irlandeses. Por serem elaborados a partir de uma mistura de cevada não defumada e não tostada, o whisky produzido na Irlanda tem carácter frutado e levemente apimentado. Além disso, o Irish Whiskey é triplamente destilado, o que o torna mais suave. Grande parte dos whiskys irlandeses é maturada em barris de carvalho americano ou vinho Jerez, ainda que algumas marcas como a Jameson também utilizem barris de carvalho americano virgem para adicionar maior doçura e complexidade.

Bourbon e TENNESSEE 
Antes da metade do século 19, os colonizadores europeus já consumiam destilados à base de melaço, trigo e centeio. Sem a cevada e sem a turfa usadas na Escócia, abriram caminho para novas experiências e acabaram esbarrando no milho, até hoje matéria-prima principal na produção do whisky americano. O destilado made in USA tem actualmente duas principais variantes: Bourbon e Tennessee. O primeiro precisa ter no mínimo 51% de milho na composição, ser maturado em barris de carvalho americano virgem e pode ter um mix de destilados maturados durante diferentes períodos. Seguindo essas regras e técnicas, fica com notas de baunilha, caramelo, coco e especiarias. Bons exemplos são o Maker’s Mark, o Woodford Reserve e o Wild Turkey. Já o Tennessee é praticamente dominado por um único produtor, o Jack Daniel’s. O método de produção é idêntico ao Bourbon, mas, antes de ser colocado para maturação, ele passa por um processo de filtragem em uma espécie de melaço, que adiciona um sabor ainda mais adocicado.

Rye WHISKEY 
Quase extinto nos anos 90, o Rye Whiskey é o nova “coqueluche” dos mixologistas. Quando fabricado nos Estados Unidos, o destilado tem a mesma regra do Bourbon, mas sua receita leva 51% de centeio, em vez de milho, caso do Hudson Manhattan, do Whistle Pig e do Knob Creek. Quando produzido no vizinho Canadá, não há restrições no mix de grãos a serem utilizados. O que importa é que o resultado tenha sempre sabor apimentado e frutado, ideal para coquetéis.

Whisky JAPONÊS 
O mais jovem dos uísques, o japonês em menos de um século de história conseguiu passar a perna em fabricantes tradicionais, recebendo no ano passado o título de melhor do mundo. Desde 1923, a destilaria Yamazaki (imortalizada no filme Encontros e Desencontros) produz whiskys de inspiração escocesa, mas com alguns detalhes distintos que fazem toda a diferença, como o processo de fermentação mais prolongado e a maturação, que além de barricas de Bourbon e vinho Jerez, também passa por barris de carvalho japonês. Além do premiado Yamazaki Single Malt Sherry Cask, vale provar o blend Hibiki 17 anos, com notas de mel, baunilha, caramelo e passas.

 

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